Quanto eu devo cobrar pelo serviço?

Quer pagar quanto?Tem uma pergunta que todo programador já fez ou já teve que responder, que é a famosa “Quanto eu devo cobrar pelo serviço?”. Provavelmente se você está fazendo essa pergunta, é porque você esta começando a carreira ou está começando a trabalhar como autônomo.

Sempre quando começamos, as pessoas falam para cobrar aproximadamente X por hora (o x varia com a área da programação). Ai imaginamos quantas horas vamos trabalhar e damos o preço para o nosso possível 1º cliente. A conta é simples: X vezes número de horas que IMAGINEI que demoraria para terminar.

Fácil, mas isso tem um grande problema: na maioria das vezes o cliente nunca fica satisfeito com o 1º projeto apresentado, o que no final das contas faz você trabalhar o triplo ou quádruplo do que você imaginou inicialmente.

Como já foi fechado um preço e o cliente normalmente não aceita pagar mais, você acaba se desmotivando, e isso é péssimo para a carreira, já que nós sempre elogiam os alguém para no máximo 5 pessoas, e falamos mal de alguém para no mínimo 50 pessoas.

Por causa dessas experiências passei sempre a cobrar o preço cheio sem levar em conta as horas trabalhadas, mas sim a dor de cabeça que o projeto irá me causar. Além disso não utilizo mais a constante X, e sim o quanto de gasto eu tenho por mês!

Enquanto moramos com nossos pais, muitas vezes acabamos ignorando custos como água, luz, internet, aluguel, telefone, gás de cozinha, alimentação, plano de saúde, etc, e sempre cobramos preços baixos. Se você quer fazer carreira na área, o ideal é começar cobrando direito. Calcule o quanto de gasto mensal você tem (ou deveria ter). Leve em consideração também a infra-estrutura que você vai ter que pagar e também o seu lucro, já que temos que viver, e não sobreviver. Não se esqueça também de um valor reservado para sua atualização, afinal há 7 anos uma pessoa que sabia HTML conseguia desenvolver quase tudo em web para a época. Sem a atualização, essa pessoa perdeu 100% do mercado.

Suponhamos que seus gastos mensais fixos cheguem a R$900,00 e somando com seus gastos extras (cinema, gasolina, pizzaria, parcela do monitor LCD) seus gastos mensais cheguem a R$1800. Esse é o MÍNIMO que você deve ganhar por mês para conseguir sobreviver.

Provavelmente você deve estar se perguntando “mas como vou cobrar R$1800,00 do padeiro aqui da esquina que quer pagar R$200,00 pelo site dele?”

Agora chegamos no ponto principal desse texto. O mais importante disso tudo não é saber o preço que você vai cobrar. Na verdade você pode esquecer boa parte do que escrevi nesse texto. O que temos que saber realmente é “como convencer o cliente a pagar o preço que você quer pelo serviço”.

E para fazer isso, a primeira coisa que você tem que saber antes de negociar com o cliente é qual a atividade dele. Em seguida, descobrir o que o site pode fazer pela empresa para aumentar seus lucros.

Por exemplo, vamos voltar ao caso do padeiro da esquina. Ele quer pagar R$200,00 por uma página simples, mas se você conseguir convencer ele que a região dele tem um ótimo mercado para vendas pela internet, ou que um delivery de pão quentinho pedidos pela internet assim que sair do forno é uma boa idéia, ou qualquer outra idéia mirabolante que convença ele que o lucro dele vai aumentar astronomicamente, você conseguirá cobrar um preço bem maior. E acredite: você vai até se empolgar com o serviço!

Resumindo, para crescer nesse mercado, além de ser um bom programador, você terá que ser um bom vendedor e um ótimo conhecedor de todos os mercados.

2 thoughts on “Quanto eu devo cobrar pelo serviço?

  • 05/09/2007 at 11:54 am
    Permalink

    Caro Jonny,

    acredito que o grande problema atualmente dos técnicos em informática (manutenção de hardware, programador, webdesigner) é cultural.

    Geralmente quando informo meus preços (sugestão), logo vem a exclamação: tá caro!

    Caro para quem?

  • 23/01/2008 at 12:29 am
    Permalink

    Jonny,
    isso é aplicável em qualquer área!
    Participo de um grupo de origamistas e alguns deles começaram a se aventurar a vender suas obras. Li o texto e vi que a recomendação vale, mesmo na arte e artesanato.

    abraço

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