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No último domingo entrou no ar a 68ª edição do Podcast Código Livre, onde a “dupla quase trio” Ricardo Macari, Adriana Saito e a Garota sem fio Bia Kunze (a quase integrante) convidaram eu e a Amanda para participar do show. Em pauta, diversos assuntos como o terremoto em São Paulo, Padre Voador, notícias da semana e principalmente o lançamento do BLOG do Código Livre!!
(Ricardo Macari, Adriana Saito e a Amanda)
Alguns dias antes também participamos da 13ª edição do Podcast Digital Paper do Canha e do “Aquineeeeeeelo” Pedroso. O Nagüeva também participou da gravação, e ganhou ao vivo o último Coolnex Card do Infoblog (acabou… buaaaaa)! Nesta edição falei do surgimento da Revista Feed-se e a Amanda um pouco dos seus experimentos na UFPR.
Da próxima vez que estivermos em Curitiba vamos querer participar de mais podcasts!! rs rs rs. Para quem está sentindo saudades do Podcast Decodificando, pode matar saudades de nossas doces vozes nesses podcasts!
ps: Tudo indica que teremos gravação nesse final de semana… quem quiser gravar um audio para o Decodificando (nem que seja um para a abertura, do tipo “eu sou fulano e também ouço o decodificando”), pode mandar recado de audio ou mp3 anexado para o endereço podcastdecodificando@gmail.com!
ps2: Também fazemos uma brevissississima aparição nos episódios 63 e 64 do Podcast do Alexandre Sena… Alguém consegue descobrir em qual parte???
Para diferenciar um pouco dos posts do Movimento do Blog Voluntário, vou divulgar um trabalho muito interessante do CDI -SP – Comitê para Democratização da Informática aqui de São Paulo. Ao contrário de muitos trabalhos de inclusão digital que se resumem somente ao ensino de Office, Orkut e Messenger, o CDI-SP desenvolve um trabalho de Inclusão Social utilizando a Informática como ferramenta.
“O CDI-São Paulo é uma filial do Comitê para Democratização da Informática, uma organização não-governamental sem fins lucrativos que, desde 1995, desenvolve o trabalho pioneiro de promover a inclusão social utilizando a tecnologia da informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania.
Atuando na área da Grande São Paulo e entorno, desde 2001, o CDI – São Paulo é responsável por implementar o programa educacional do CDI na capital paulistana através da criação de Escolas de Informática e Cidadania (EICs) em parceria com associações comunitárias, empresas, ONGs, órgãos governamentais e instituições que atendam públicos com necessidades especiais como deficientes físicos e visuais, jovens em situação de conflito com a lei, entre outros, em comunidades de baixa renda.
As Escolas de Informática e Cidadania são espaços informais de ensino, que promovem não só a capacitação técnica em Informática, mas a abertura de novos horizontes para centenas de milhares de jovens através da reflexão e do debate de seus principais temas relacionados à sua realidade social.” (fonte: Site da CDI-SP).
Para falar um pouco sobre os trabalhos de Inclusão digital do CDI-SP, troquei algumas palavras com a Assistente Pedagógica do Comitê, Kalu Newnton Scrivano (na foto, com a Marília, sua filha).
Jonny -O CDI-SP trabalha com Inclusão Social via Inclusão Digital. Como é isso? Kalu - As instituições nas comunidades nos procuram para montar o que chamamos de EICs (Escolas de Informática e Cidadania). Daí doamos 10 computadores (que já foram doados por empresas), capacitamos lideranças comunitárias para serem educadores e damos acompanhamento pedagógico.
Jonny- Bem diferente do que eu já vi por ai, onde inclusão digital = Office + MSN + Orkut… Kalu - Sim, porque se só dermos os computadores a galera sai por aí fazendo o tradicional: aula de word, powerpoint, excel, e nossa proposta é diferente: queremos que as pessoas usem a tecnologia pra conhecer sua realidade. Depois disso, pensar o que querem melhorar nela e por fim, usar a tecnologia para transformar… “Mais do que computadores… conhecimento que transforma”
Jonny - Vocês poderiam fazer isso montando uma biblioteca, um curso EJA (Ensino de Jovens e Adultos), etc. Por que escolheram a informática? Kalu - Na verdade o CDI nasceu há 12 anos lá no Rio de Janeiro (lugar da matriz até hoje). O cara que pensou o projeto (Rodrigo Baggio, na época, empresário e professor de informática no RJ) queria levar computadores para as favelas e aproximar a galera que na época tinha acesso aos computadores a quem tava nos morros. O trabalho começou na linha do Comitê Contra a Fome do Betinho (que era amigo dele), numa linha “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte!”. E o computador é tudo isso, não é?
Pessoal recebendo computadores montados com peças arrecadadas no mutirão CDI na rodoviária Tietê – 28/03/2008 (foto:site da CDI)
Jonny - mas ai vocês acharam que Office, MSN e Orkut não seria suficiente para “democratizar” a internet, certo? Kalu - Na verdade começou como um contato entre dois mundos diferentes. Daí a coisa foi crescendo e o povo do CDI foi percebendo que não adiantava só dar acesso… que isso não mudava a vida daquelas pessoas. Entraram em contato com a pedagogia de Paulo Freire, pedagogia do oprimido, pedagogia da autonomia.
Jonny - Ai reestruturaram tudo… Kalu - É, resolveram misturar o que o Paulo Freire falava com ensino de informática. Ele falava de leitura de mundo, que não se pode sair da opressão se não houver um conhecimento da realidade. Daí fazemos a leitura de mundo com câmeras digitais, pesquisas na internet, no orkut.
Jonny - Então a inclusão social através da inclusão digital começou quando o pessoal de tecnologia se juntou com o pessoal da educação. Como funciona isso? Kalu - Primeiro fazemos a leitura de mundo com câmeras digitais, pesquisas na internet, no orkut, etc. Depois os educadores provocam os educandos a pensar em o que tem de bom e de ruim na sua realidade
Jonny - E por acaso vocês já pensaram em tentar passar a realidade que eles vivem e não somente tentar captar? Como incentivar eles escreverem na internet, por exemplo… Kalu - Quem capta são os próprios educandos, e não nós. Eles fotografam, entrevistam as outras pessoas, anotam coisas e depois transferem para o computador… Editam os textos, os áudios, mexem nas fotos. E assim vão aprendendo a usar os programas… Na lógica do usuário e não de cursos tipo word I, II ou III.
Jonny - Mas como você já disse, o trabalho não para por ai… Kalu -
Isso mesmo. Depois eles escolhem um problema e aí vem a melhor parte do trabalho. Pensam em ações transformadoras que possam ser feitas com a tecnologia, como um vídeo, uma mobilização pelo orkut, um blog denúncia, coisas do tipo.
Jonny - Fantástico… Kalu - Quanto a eles escreverem na internet é engraçado… Estamos divulgando muito isso, mas eles ainda estão ensaiando os primeiros passos.
Abaixo, um dos vídeos feitos pelos educandos- “Tornar Real” – Organização: EIC Creche Arquinha Equipe: Márcia, Thiago e 25 educandos do programa Agente Jovem
Como continuidade da uma ação iniciada em 2006, o grupo resolveu acabar com o acúmulo de lixo de uma das principais vias da favela Porto Seguro, localizada na zona sul de São Paulo. Maisvídeos no site do CDI-SP)
Jonny - vocês vão para os locais ou as pessoas que procuram vocês? Kalu - Um pouco dos dois. As instituições nos procuram mas a gente também sai divulgando. Por exemplo, este ano vamos abrir a seleção para sete novas eics agora em maio
Jonny - e qual o perfil das pessoas que freqüentam? classe C, D, E, recém alfabetizados … Kalu - Principalmente a galera mais de periferia. Temos eics em penitenciárias, em favelas, para moradores de rua, para albergados, para imigrantes latino-americanos e até em uma comunidade rural. Sempre onde existem pessoas que querem sair da sua situação de opressão. Tem um exemplo que acho muito legal e bastante forte
Jonny - Qual? Kalu - Temos a EIC em parceria com uma entidade que recebe imigrantes latino-americanos, geralmente bolivianos ilegais, que trabalham praticamente como escravos nas oficinas de costura do Brás, Pari, etc. E eles fizeram a leitura de mundo usando internet, revistas, fotos e muito debate. Descobriram daí que um grande problema comum a todos era a questão do preconceito. Então resolveram fazer uma ação transformadora que diminuísse o preconceito. Decidiram fazer um vídeo que mostrasse que os bolivianos e outros imigrantes latino-americanos são pessoas como outras quaisquer e que sonham em melhorar de vida como qualquer um de nós. Isso pra tirar a visão de que são fugidos de seu país, sujos, bandidos… Os educandos montaram juntos o roteiro de um vídeo
Jonny - Muito legal! Tem online? Kalu - Peraí, a história não acabou!! Filmaram uns aos outros Saíram às ruas e filmaram entrevistas na Paulista, com vendedores de rua. A coordenadora da EIC editou o filme e eles resolveram mostrar no Dia Internacional do Imigrante, dezembro passado para iniciarem o debate.
Jonny - Impressionante… Kalu - Até aí foi onde eles planejaram… depois veio o melhor… No Dia Internacional umas pessoas do Ministério da Justiça assistiram o vídeo e pediram para usar na capacitação dos policiais federais de fronteira para sensibilizá-los e melhorar o tratamento dos imigrantes…
Jonny - Bom, e quem quiser participar tanto como aluno ou como voluntário, como fazer? Kalu - Voluntários? Basta procurar a gente ou a EIC perto de onde você quer. Já educandos tem que procurar uma EIC no seu bairro ou então com a realidade que você deseja… Maiores detalhes em http://www.cdisaopaulo.org.br ou no endereço da CDI-SP – Av Francisco Matarazzo, 102 – Barra Funda, telefone 3666-0911
Jonny - Kalu, obrigado pela entrevista… Mais alguma coisa? Kalu - Quero só uma contrapartida, hein? Você divulga no seu blog o festival multimídia de ações comunitárias que estamos organizando??
Jonny - Opa! Assim que começar a divulgação, divulgarei no Infoblog! Pode deixar!!!
Ps: Existe CDI em outros estados também! Eu estava em Curitiba (Paraná) nessas últimas semanas e encontrei um cartaz dentro do elevador do Shopping Jardim das Américas.
Curso Básico de Informática e Cidadania Para jovens, adultos e melhor idade. Windows Word Excel InternetPower Power Point Publisher Taxa de inscrição: 1kg de alimento Apenas R$10,00 o módulo
Matrículas abertas: 15/04 à 16/05
Local: Shopping Jardim das Américas – 2º Andar Horário: 8:00 às 12:00, 13:30 às 17:30 e das 19:30 às 12:30 Telefones: (41)3266-7733 ou (41)3366-5885 ramal 249
Entrevista da Tânia Morales com a Lucia Freitas do Ladybug Brasil na rádio CBN São Paulo (Foi mal. Perdi os 3 minutos iniciais)
Assuntos:
0’00” – Blogagem coletiva
0’20” – Blogueiros no Campus Party
1’30” – Grandes blogueiros
2’30” – Listas sobre Blogs
4’20” – Propaganda em Blogs
6’00” – Mulheres na Blogosfera
Downloads:
[editado - Já está no site da CBN a versão integral . Mesmo assim deixo a versão para download]
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(12:55 – Drops do almoço. Rapidinho porque hoje eu passei o almoço ouvindo o podcast Código Livre #65).
Para quem não pode ir ao Campus Party (veja a cobertura do Infoblog), ou teve outras prioridades no horário, agora você pode assistir algumas palestras & discussões que aconteceram durante o evento, como por exemplo a palestra “Jornalismo e a nova economia” que acabou virando o famoso confronto “Jornalistas X Blogueiros” do Campus Party.
Também durante o evento, a rádio CBN promoveu em seu stand algumas palestras com seus colunistas sobre determinados assuntos. Gostei muito do Juca Kfouri falando sobre “Blog e o jornalista esportivo”, assumindo que ele virou “escravo do Blog” e que se assume como Blogueiro ao invés de jornalista! Nessa palestra ele conta também como ele fez a cobertura das copas de 82 e 86 – época pré-internet. Bem divertido.
Vale a pena ouvir também o Ethevaldo Siqueira, falando de tecnologia e rádio digital. Algumas frases:
“Nós somos de uma geração que apelidei de “analfabits”, que nasceu muito antes do PC e da Internet se popularizarem” – Se apresentando.
“A minha sogra nunca soube acertar o vídeo cassete. Sempre ficava piscando 00:00. E já começou a usar a internet” – Sobre a facilidade de utilização da internet.
Blogs e radiojornalismo – Milton Jung
Blogs e jornalismo econômico – Carlos Alberto Sardenberg
Blogs e jornalismo esportivo – Juca Kfouri
Tecnologia e rádio digital – Ethevaldo Siqueira
CBN na internet – Mariza Tavares
Direito Digital – Ronaldo Lemos
Produção Colaborativa – Pedro Dória
Ginga: TV Digital Brasileira – Luis Fernando
Heather Champ – a estrela do Flickr
Os bastidores de um planetário – Fernando Nascimento
Performance – Marcelo Tas, Luiza (MTV) e Miranda
Jornalismo e a Nova Economia – Herodoto Barbeiro, Pedro Dória, Pollyana Ferrari, Ana Brambilla, Jorge Rocha, Carlos Cardoso e outros
Steven Johnson – Palestra e lançamento dos livros
Produtos e tecnologias INTEL para Notebooks e Descktops – Joab Paiva e Antonio Riveira
Astronauta Marcos Pontes
Eu adoro entrevistar candidatos para empregos. A principal função do entrevistador não é ver qual o candidato mais preparado, e sim qual o melhor candidato para aquela vaga. Não adianta contratar um engenheiro para a vaga de faxina, assim como não adianta contratar uma pessoa com problemas de relacionamento para trabalhar em grupo.
Para ser bom na arte de entrevistar, o entrevistador nunca pergunta diretamente o que ele quer saber, mas sempre mascara a pergunta no meio das outras. E para fazer isso existem 3 maneiras: O entrevistador “seco, curto e grosso”, “o que te trata como lixo” e “o entrevistador bonzinho”.
Por exemplo: Para descobrir se a pessoa vai gostar de trabalhar na área de atuação da empresa, cada entrevistador perguntaria da seguinte maneira:
“Seco, curto e grosso” – Você sabe qual a área de atuação da nossa empresa?
“o que trata como lixo” – Você tem alguma experiência com a área de atução de nossa empresa? (obviamente com um tom meio arrogante)
“o bonzinho” – Nossa empresa trabalha na área de xxx e somos líderes de mercado na região zzz. A idéia é crescermos cada vez mais, e para isso contamos muito com a sua futura colaboração… Você já estudou ou atuou nessa área ou alguma parecida? (sempre com o sorriso na boca e contando isso com o maior orgulho) .
Para arrancar as informações, o melhor jeito é ser o entrevistador bonzinho. Para ser um você tem que:
1- Falar como que se o candidato fosse o “candidato nota 10″ e que fazer com que a entrevista pareça um simples passo para ele assinar o contrato assim que terminar a entrevista.
2- Fazer ele se sentir em casa – “Quer uma água, um café…?”
3- Se for homem, perguntar se ele gosta de futebol e em caso afirmativo, perguntar o time que ele torce e fazer alguma ironia do tipo “ixi!!! mais um São Paulino na Empresa“.
4- Usar “você” sem perguntar se ele prefere ser chamado pelo nome, “você” ou “senhor”…
5- Nunca deixar o entrevistado numa saia justa – Jamais pergunte algo do tipo “Por que você acha que eu devo contratá-lo?”
Fazendo isso já arranquei declarações do tipo “eu vi a área de trabalho de vocês no site, mas juro que não entendi muita coisa”, ou “sim, eu gosto de internet… passo boa parte do tempo no Orkut sem reclamar” ou “no congresso só tem ladrão” – você pode até achar isso, mas admimitir isso é assinar a carta de demissão antes de ser contratado.
Caso você esteja sendo entrevistado por um “entrevistador bonzinho”, tome cuidado! Não dê com a lingua nos dentes… Ser bonzinho é uma tática de entrevista!!! Você vai sair com a impressão que foi contratado, mas todos que foram entrevistados também sairão com a mesma impressão! Seja bonzinho também, mas utilize “senhor” (a não ser que ele peça para ser chamado de “você”) e entre na onda! Seja o “entrevistado bonzinho” que falou tudo direitinho, mas pensando 30x antes ao invés de falar a 1a coisa que vem em sua cabeça!
Entrevistador: E ai… você viu o Bafafá que deu ontem por causa do Renan Calheiros?
Errado: Já imaginava… lá só tem ladrão mesmo!
Correto: Eu fiquei indignado. Mas pelo menos 35 votaram pela cassação. Se for comprovado mesmo que ele fez algo errado, espero que na próxima mais gente senadores votem pela cassação.
E ai? Qual a maior saia justa que você já passou em uma entrevista?
Jonny Ken Itaya, 34 anos, (ir)Responsável pelo Migre.me, pelo Podpods e ex-biólogo. Trabalha com informática desde 97. Já mexeu com edição de fotos, animações flash e administração de redes. Atualmente trabalha com programação PHP e cuida da parte comercial do Migre.me. Também
participa do Decodificando, podcast que fala de aplicação das leis sobre as novas tecnologias (informática e biologia) e é colunista do Techtudo. *São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil. Corinthiano*