Banco do Brasil dirá adeus ao teclado virtual

Existem duas invenções feitas para aumentar a segurança dos bancos, mas que todo usuário odeia: porta giratória e teclado virtual.

Para quem não conhece, teclado virtual é um programinha feito normalmente em java e que serve para você digitar sua senha. A principal função é que programas chamados “key logs” não sejam capazes de capturar o que você está digitando no campo “senha”.

No início, a idéia funcionou bem, mas como o crime sempre anda na frente das pessoas honestas, já existem dezenas de métodos para burlar este tipo de segurança. Normalmente, os criminosos utilizam 2 métodos: Phishing, que é fazer uma cópia da página do banco só que em outro servidor, para que a senha digitada seja enviada para o ladrão, ou o envio de arquivos executáveis que fazem trabalhos como filmar os números digitados, alterar o download do teclado virtual para um “crackeado” para que a senha seja enviada para terceiros, etc…

Ontem descobri que o Banco do Brasil vai desabilitar o mecanismo de teclado virtual de seu site  (talvez por ser meio ultrapassado). Você pode ver um print abaixo ou diretamente no site http://www.bb.com.br/portalbb/page17,19078,19078,0,0,1,1.bb.

banco do brasil 01 G

NovaTelaLogin

Mas isso irá tornar o site do Banco do Brasil menos seguro?

Acredito que não. O Banco do Brasil possui um sistema de cadastro de computadores que permite somente aos computadores cadastrados realizarem movimentos bancários como pagamentos, transferências ou liberação de cartão de crédito. Mesmo de posse da senha, teoricamente o ladrão não conseguiria fazer transações. O que não deixa de ser ruim, já que com a minha senha eu teria o sigilo da minha conta quebrada.

Mas… como disse no começo do texto, o crime sempre anda na frente dos honestos… Não dúvido que esse mecanismo de segurança seja quebrado em pouco tempo. O jeito é esperar para ver como o Banco do Brasil vai acabar com todas as falhas de segurança e eliminar de vez os crimes virtuais na home deles!

E começou a dispersão de vírus pelo Twitter

Que a dispersão de vírus iria acontecer em algum momento no twitter, ninguém duvidava, ainda mais com a popularização da ferramenta. Porém achei interessante como o método já começou avançado!

Aparentemente o vírus envia um direct para todas as pessoas que o usuário contaminado segue. A mensagem contém um link de um compactador de URLs. Até ai ainda é algo super comum.

virus no twitter direct

O que é interessante é que o criador do vírus (provavelmente um brasileiro, já que a mensagem é em português) aproveitou da extensão .com (um executável do DOS) para nomear o arquivo como “www.twitter.com“. Esse artifício já tinha sido usado para dispersar vírus no arquivo orkut.com.

virus no twitter

Portanto, agora você já sabe: As mesmas regras em emails agora vale para o twitter! Desconfie sempre que o link execute alguma ação estranha, como tentar baixar um arquivo! E ative a função “verificar destino da URL” nos encurtadores. O TinyURL tem o seu e o migre.me também. Já o Bit.ly possui um plugin para Firefox com função semelhante.

Ps: Se você reparar, a mensagem do direct não tem acento. É chato enviar acento via API para o Twitter! (na verdade é uma linha de comando, mas não é todo mundo que conhece como faz)

Veja como é fácil furtar um notebook no Campus Party

Que a segurança do Campus Party  nunca foi boa, todo campuseiro sabe.  Tanto ano passado como este ano aconteceram furtos de câmeras, celulares, etc e nada foi feito para tentar diminuir isso. Inclusive a Folha e a Comunidade “Campus Party” do Orkut já notificaram estes furtos e problemas!

Mas quem nunca veio para o evento não tem a menor noção de como a coisa aqui é RIDÍCULA de insegura! Todo mundo deixa seus gadgets na mesa, acreditando fielmente na boa fé dos outros participantes.

Notebooks dando sopa
Notebooks em cima da mesa, sem seus donos por perto (foto: Jonny Ken)

Pensando em escancarar para o mundo, @jonnyken (eu), a @danitoste (Sapere Aude) e o @fugita (Techbits) resolvemos mostrar isso do melhor jeito possível – NA PRÁTICA! Tentei sair com 2 notebooks – o meu e o da Dani, e com uma câmera nem um pouco escondida (veja o making off do final) registramos como é fácil sair com qualquer gadget da área dos participantes.

Espero que para o ano que vem, a segurança seja um pouco mais rígida! Talvez algo como um raio x de aeroporto ou algo do tipo resolveria! Os detectores de metais deste ano serviram meramente de enfeite!

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Não gosta de PCs? Se quiser tem Mac também! (foto: Jonny Ken)

PS1 – Eu, a Dani Toste e a Amanda Wanderley fizemos um episódio sobre responsabilidades sobre o furto de notebook no Decodificando. No próximo episódio abordaremos se neste caso, o problema seria do Campus Party ou do usuário?

PS2- Agradecimento ao Renê Fraga pelos links da folha e do Orkut!

Podpods lança versão Mobile

Enquanto aqui no Brasil a Apple não libera a atualização de podcasts direto no iPod touch/ iPhone, os assinantes podem se virar com a versão mobile que eu o Podpods liberou nesta semana!

A utilização é simples: basta o ouvinte entrar no site do Podpods – http://www.podpods.com.br, fazer o cadastro, selecionar os podcasts que assina e, toda vez que se logar na versão mobile, poderá acompanhar se existe algum episódio novo disponível. Caso tenha transferencia ilimitada ou esteja conectado a uma rede wi-fi, o assinante inclusive poderá ouvir o podcast simplesmente clicando no link! (não se esqueça que baixar 1 podcast pode consumir 30% de sua banda mensal de transferência via internet)

trio podpods

Podpods nas 3 versões: Web, mobile e twitter (foto: Jonny Ken)

O endereço da versão mobile do Podpods é http://m.podpods.com.br . Lembrando que ele serve também para qualquer outro dispositivo móvel, e não somente para os da Apple.

Outra dica: Se você tem conta no twitter, pode acompanhar as atualizações dos podcasts no @podpods.

Podpods no iPhonePodpods versão mobile – basta apenas ter um navegador e acesso a internet

Agradecimento ao Racum, que me ajudou a deixar o Podpods mobile 100% compativel com o iPhone!

Por que as agências de mídias sociais não olham para a Podosfera?

As agências de publicidade em mídias sociais estão pipocando pela internet, trabalhando com as chamadas “novas mídias” como blogs e sites de relacionamentos. Mas alguém que faz podcast aqui no Brasil em algum momento já recebeu alguma proposta de publicidade? Acredito que poucos.

Os motivos pelos quais essas agências fazem pouco caso dos podcasts são vários. Alguns por não gostarem da mídia, outros por falta de oportunidade, mas acredito que boa parte é por falta de conhecimento na área, principalmente por não terem o hábito de ouvir podcasts!

Macari, Bia Kunze e Alexandre Sena durante o encontro nacional de podcasters 2007

Ricardo Macari, Bia Kunze e Alexandre Sena no Encontro Nacional de Podcasters 2007 - Podosfera se mobilizando

Por isso, resolvi fazer uma lista de alguns bons motivos para as agências de publicidade pensarem em podcasts com mais carinho.

1- A grande maioria dos podcasts são de nicho, ou seja, se o produto anunciado for da área do podcast ou do episódio abordado, as chances de sucesso de divulgação entre os ouvintes são bem grandes (vide episódio sobre serial killers do Nerdcast e o anúncio da 2a temporada de Dexter).

Baixando todos os episódios

Quem gosta sempre acaba ouvindo os episódios mais antigos

2- Diferentemente dos blogs, onde raramente um novo leitor lê os textos mais antigos, boa parte dos novos ouvintes de um podcast sempre ouvem TODOS os episódios anteriores, independente se o podcast tem 10, 50 ou 100 episódios. No meu caso, os únicos blogs que eu li vários textos antigos são o Blosque e o Blog da Garota sem Fio. Já com podcasts, eu posso citar que ouvi todos do Pod sem Fio, Elas Pod, Papotech, Nerdcast e Digital Paper. Também já ouvi vários episódios antigos do Alexandre Sena, Código Livre, Escriba Cafe, Monacast, Rapadura Cast, Guanabara.info, Braincast e do Sérgio Vieira (Impressões Digitais). Simplesmente porque gostei do último episódio e acabei ouvindo os episódios mais antigos, principalmente os “atemporais”. Com isso, a publicidade acaba duranto muito mais tempo.

A fotografa Claudia Regina acaba de lançar seu podcast

A fotografa Claudia Regina acaba de lançar seu podcast

3- A cada dia surgem novos podcasts com especialistas de sua área, como o Click – Podcast sobre fotografia da ótima fotógrafa Claudia Regina. Essas pessoas normalmente já possuem grande credibilidade, tanto na blogosfera quanto em outras mídias sociais. Também a cada dia surge ótimos sites de divulgação de podcasts, como o Podpods (ainda em Beta), Teia Cast, PodVotar e o próprio iTunes

4- Assim como na Blogosfera, existe uma grande variedade de audiência na podosfera, desde os mais modestos, com 500 downloads/episódio, até os de sucesso garantido, com média de 10 mil downloads por episódio. Ou seja, provavelmente existem preços para todos os gostos e clientes.

5- A divulgação de marcas funciona muito bem! Se alguém pedir para eu citar 10 serviços de hospedagem, com certeza 2 seriam citados: “a banda de tráfego do Papotech é um patrocinio da Hospedagem Segura” e “Este podcast está hospedado nos servidores da Brasil Hosting. Hospede seu site aqui também. Brasil Hosting é Brasil!” (by Alexandre Sena).

6- A grande maioria dos usuários de internet já desenvolveram uma certa “cegueira por banners”. Isso (ainda) não acontece com os episódios em áudio, mesmo quando o ouvinte está fazendo outras atividades ao mesmo tempo. Além do mais, em uma vinhetinha de 30 segundos dá para passar muita coisa interessante!

Aposto que muita gente passou batido pelo conteúdo do falso banner acima.

Somente 324 posts na fila! Ou seja, marcar tudo como lido!

Somente 324 posts na fila! Ou seja, marcar tudo como lido!

7- Os leitores fiéis normalmente acessam os conteúdos via RSS, ou seja, raramente visualizam propagandas colocadas no site. Como normalmente eles possuem mais textos na fila para ler, uma propaganda ou um post patrocinado pode simplesmente passar batido. Quando um assinante vai ouvir um podcast, ele já está preparado para gastar um tempo X para se dedicar ao áudio, ou seja, raramente ele pula para um próximo episódio.

Mensagens pedindo o retorno do Papotech

Mensagens pedindo o retorno do Papotech, fato bem comum lá...

8- Campanhas como #voltaablogarfugita mostram a influência que o blogueiro tem com seus leitores, mas isso é um caso extremamente raro na blogosfera. Agora, basta um podcast semanal atrasar um dia que uma avalanche de mensagens inundam a caixa postal do podcaster!

9- A quantidade de pessoas que possuem dispositivos que tocam MP3 cresce a cada dia. A tendência natural é que o número de ouvintes também cresça cada vez mais, principalmente nos grandes centros, onde as pessoas perdem muito tempo se deslocando-se de um lugar para outro.

10- Esse texto deve ter sido um porre para ler, mas tenho certeza que se se eu gravasse um bate-papo com algum outro podcaster, o ouvinte teria uma experiência muito melhor!

Bom, espero que com esse manifesto do Infopod, as várias agências de mídias sociais como a Riot, a Polvora, Cubo, LiveAD, etc olhem com carinho o mercado de podcasts! É claro que não vai ser por causa deste texto que as coisas vão mudar, mas tomara que, pelo menos, eles fiquem sabendo que existe uma podosfera Brasileira louca para receber propostas!

o Sergio Vieira também ouve o podcast Decodificando

o Sergio Vieira também ouve o podcast Decodificando

Ps: Um comentário do Sergio Vieira no Twitter resume bem o descaso em relação a podosfera, até mesmo quando o SBT faz um programa inteiro sobre novas mídias:

@macari aposto que não vão falar uma vírgula sobre podcasting…

Dito e feito. Infelizmente…

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